quinta-feira, 23 de junho de 2011

Vitamina C e Linus Pauling

Olá caros e estimados leitores!

Depois de uma semana muito corrida, porém bastante produtiva, finalmente poderei postar para vocês o mundialmente aguardado post sobre a famosa Vitamina C e o seu mais célebre defensor.

A vitamina C (que além do ácido ascórbico possui outra forma biologicamente ativa que seria o ácido desidroascórbico (DHAA)) é uma das 13 principais vitaminas que fazem parte de um grupo de substâncias químicas complexas necessárias para o funcionamento adequado do organismo. É uma das vitaminas hidrossolúveis, o que significa que seu organismo usa o que necessita e elimina o excesso. O ácido ascórbico é o antioxidante mais eficaz presente no sangue humano, por isso é tão importante.

A vitamina C é encontrada em alimentos como frutas cítricas, tomates, morangos, pimentão-doce e brócolis. A melhor maneira de se obter a quantidade necessária é por meio de uma alimentação saudável e rica em vitamina C. Uma dieta rica em frutas e vegetais também pode ajudar a prevenir alguns tipos de câncer.

É interessante observar que a maioria dos animais produz sua própria vitamina C, porém s homens, os primatas (macacos, chimpanzés, etc.) e os porquinhos-da-índia perderam essa capacidade. Devido à semelhança com o homem, os porquinhos-da-índia têm sido usados como cobaias em estudos sobre a vitamina C.

A dose recomendada para a manutenção do nível de saturação da vitamina C no organismo é cerca de 100mg por dia. Em situações não convencionais como infecções, gravidez, amamentação, além de tabagistas, doses elevadas são necessárias .

O ácido ascórbico participa como co-fator de uma grande variedade de reações químicas fundamentais para a manutenção da saúde, como nos processos celulares de oxirredução, faz parte da síntese e do metabolismo de neurotransmissores; está envolvida na produção de corticosteróides e aldosterona e, na absorção e utilização do ferro e na biossíntese de carnitina.

A vitamina C é importante durante a defesa do organismo contra infecções, fundamental para a integridade da parede dos vasos sanguíneos e essencial para a formação de fibras colágenas existentes praticamente em todos os tecidos do corpo humano (Azulay e colaboradores, 2003). Além de atuar como varredor de radicais livres e nutrir as células protegendo-as de danos causados pelos oxidantes (Padh,1991).

Dessa forma, o ácido ascórbico é considerado o mais importante e potente antioxidante nutricional hidrossolúvel. No plasma pode doar prontamente elétrons para várias espécies reativas, retornando facilmente a seu estado reduzido, eliminado-as antes que reajam com as membranas e lipoproteínas biológicas.

A carência dietética de vitamina C acarreta o desenvolvimento do escorbuto, doença caracterizada inicialmente por defeitos na formação de tecido conjuntivo, seguido de manifestações hemorrágicas, incluindo sangramento no interior das articulações e cavidade peritoneal (Azulay e colaboradores, 2003).


A vitamina C foi descoberta em 1927, pelo cientista húngaro Albert Szent-Györgyi, mas foi Linus Pauling quem descobriu a importância desta vitamina no tratamento da gripe.

Aos 41 anos de idade, descobriu uma doença nos rins, a Doença de Bright. Era considerada uma doença incurável na época. Tratou-se com um médico que indicava maior consumo de vitaminas e sais minerais e pouca ingestão de sal e proteínas.

Em suas pesquisas, investigava a ação de enzimas e deu-se conta que as vitaminas podiam ter efeitos bioquímicos no organismo. Em 1968, Linus Pauling publicou um artigo sobre psiquiatria ortomolecular. Suas ideias não eram muito aceitas pela comunidade científica da época.

Um outro cientista apresentou a tese de que podia haver cura de doenças a base de altas doses de vitamina C. Assim, Pauling começou a ingerir vários gramas de vitamina C para prevenir resfriados. Estudou muito sobre o assunto: “Vitaminas e resfriado comum”.

Trabalhou com um oncologista para estudar a relação da vitamina C com o câncer. Publicaram muitos artigos juntos. Ainda era muito criticado pelas pesquisas.

Desenvolveu dietas a base de elevadas doses de vitamina C como tratamento complementar contra o cancro. A ideia era usar a vitamina de forma prolongada para prevenir várias doenças.

Fundou um Intituto para continuar as investigações sobre a vitamina C. Estudou, nos seus últimos anos de vida sobre a ação da vitamina em agumas doenças.Morreu aos 93 anos em 1994.

Desde 1966, Pauling tomava todos os dias 18g de vitamina C e em 1991 quando descobriu um câncer, ele sustentou a tese de que a vitamina C foi quem retardou o aparecimento da doença pelo menos 20 anos. Enquanto isso, todos achavam que ele estava com câncer, justamente porque tomava altas doses de vitamina C. Essas são o que eu chamo de ironias da vida!

Uma curiosidade é que Linus Pauling é a única pessoa a receber dois prêmios Nobel em categorias diferentes:

Em 1954, recebeu o Prêmio Nobel de Química por descobertas na área de ligações químicas. Este trabalho foi muito útil para descrever a estrutura e a forma dos átomos e das complexas moléculas de tecidos vivos.

Em 1962, recebeu o Prêmio Nobel da Paz, por sua luta contra a proliferação de armas atômicas.

Um abraço a todos os caros leitores, e até a próxima com mais novidades.


Referencias bibliográficas:

http://www.santalucia.com.br/clinica-geral/vitaminac/default.htm

http://www.lacle.com.br/sub/C_Saude.asp?id=147

http://www.soq.com.br/curiosidades/c51.php

http://www.tuasaude.com/vitamina-c-um-antioxidante-indipensavel/

http://www6.ufrgs.br/favet/lacvet/restrito/pdf/oxid_antiox.pdf

sábado, 18 de junho de 2011

A Saúde de Dilma







Como divulgado na edição do mês de maio da revista Época, a presidente do Brasil, Dilma Rousseff, chegou a tomar 28 remédios diferentes para combater, controlar e prevenir diversas patologias e também para emagrecer (!). Dentre os medicamentos, destacaremos o suplemento de coenzima Q-10 (CoQ(10)), uma proteína lipossolúvel mais comumente conhecida como ubiquinona.


A CoQ(10) é produzida pelo nosso organismo naturalmente. Ela participa da principal via de obtenção de energia dos seres vivos: a cadeia transportadora de elétrons. Sua função primordial é transportar os elétrons do complexo I e II para o complexo III (para mais informações sobre cadeia transportadora de elétrons veja esse vídeo: http://www.youtube.com/watch?v=8zJjoJgNV-g&feature=related), esse transporte é realizado a partir de sucessivas oxidações e reduções. Assim, essa proteína tem propriedades oxidantes e antioxidantes, as quais lhe conferem diferentes funções quando utilizada como suplemento alimentar.


No caso da presidente, o objetivo desse suplemento é combater doenças cardíacas. Segundo estudos do Departamento de Medicina Intensiva e Cirurgia, Unidade de Gerontologia e Geriatria Universidade de Florença, na Itália, a adição da CoQ(10) na alimentação de ratos resultou em uma melhora significativa no pico de absorção de oxigênio pelo músculo cardíaco. Nesse estudo, a coenzima foi ministrada juntamente com Creatina.


Além de elevar a eficiência do músculo cardíaco, a adição dessa proteína na alimentação garante diversos outros benefícios. Dentre os vários, podemos citar:




  • Combate a dor de cabeça da enxaqueca;

  • Diminuição da pressão sanguínea para hipertensos;

  • Diminuição de danos radioativos;

  • Tratamento da Doença de Parkinson;

  • Vários estudos na aplicação contra o câncer, com resultados, por exemplo, no câncer de pele.

domingo, 12 de junho de 2011

Curiosidade Radical e APAIXONANTE!


Oláa! :D

Primeiramente, Feliz dia dos namorados a todos os leitores apaixonados! :)
Para aqueles que estão com um alto nível de ocitocina, dopamina e feniletilamina: esse post é para vocês!

Uma pergunta a se fazer antes de começar: quem nunca tomou uma taça de vinho para comemorar uma data amorosa?
Pois é, é difícil alguém nunca ter degustado de um bom vinho ao lado da pessoa que ama. O vinho é uma bebida muito relacionada ao amor, a paixão... e é por isso, que hoje, no Dia dos Namorados, resolvemos postar sobre alguns efeitos do vinho sobre o nosso organismo!

O vinho possui em sua composição diversas substâncias que possuem efeito antioxidante! Muitas dessas substâncias são as fenólicas, as quais são conhecidas como potentes antioxidantes e antagonistas naturais de patógenos. Dentre os fenólicas destacam-se flavonóis (rutina, quercetina, campferol, miricetina); antocianinas (cianina, delfinidina, peonina, malvina); flavanóis (catequinas, procianidinas, taninos condensados) e; estilbenos.

A partir dessa ação antioxidante, o vinho pode proporcionar a inibição da oxidação de LDL (importante para a prevenção da aterosclerose, vocês saberão mais disso no próximo post sobre doenças) e todos os outros processos decorrentes do estresse oxidativo, até mesmo o envelhecimento. Além disso, pode auxiliar na ação anticarcinogênica e antiinflamatória!

Estudos realizados pela Universidade de Harvard dizem que o alto consumo de vinho e de azeite é capaz de diminuir em 24% o risco de uma pessoa vir a sofrer de câncer.
Uma pesquisa realizada pela Universidade de Florença (Itália) também indica que a bebida serve como ativador do desejo sexual, ou seja, possui propriedades afrodisíacas.

Portanto, queridos apaixonados, o vinho é uma ótima pedida para o dia dos namorados!
Entretanto, não estamos recomendando o abuso dessa bebida.. apenas queríamos que soubessem das vantagens de se tomar vinho até mesmo diariamente!
Segundo a Organização Mundial de Saúde não se deve ultrapassar 30g de álcool por dia, o que equivale, em média, a uma taça de 240mL de vinho tinto. Logo, aproveitem esse restinho do dia com moderação!

Até o próximo post! :D

Bibliografia

http://www.sigasuadieta.com.br/tag/antioxidante/

http://ojs.c3sl.ufpr.br/ojs2/index.php/alimentos/article/viewArticle/1192

http://www.rgnutri.com.br/sqv/saude/cav.php

http://capitalbeats.blogspot.com/2011/04/vinho-previne-cancer-aumenta-o-desejo.html

Capacidade antioxidante in vitro e in vivo!

Sei que prometi trazer nesta postagem um tema relacionado especificamente a ação da vitamina C contra radicais livres e as convicções acerca disso por um dos mais ilustres químicos que a humanidade já viu, mas... mas.... como as coisas ocorrem as vezes de maneira imprevisível, resolvemos fazer esse post com base em um artigo que nos foi indicado por nosso professor Marcelo Hermes através de nossa monitora Petra Araújo.

A gama de efeitos benéficos dos antioxidantes relacionados às desordens e doenças induzidas pelo estresse oxidativo vem sendo amplamente estudada. Porém, a maioria desses estudos é feita in vitro. Tal observação difere em vários aspectos com relação à ação original de tais antioxidantes quando atuam in vivo. Neste post, abordaremos de maneira simplificada um tema muito atual que recentemente foi publicado em um artigo do Instituto Nacional de Avanço Industrial Ciência & Tecnologia, em Osaka, Japão.

Pois bem, como já dito acima, muitos métodos têm sido desenvolvidos como o intuito de desvendar as bases dos mecanismos, dinâmica da ação, e os métodos propostos para avaliar a capacidade de limpeza de radicais livres e a inibição da peroxidação de lipídeos, tanto in vitro quanto in vivo. Devido ao fato de inúmeras espécies, reações e mecanismos envolvidos no estresse oxidativo do corpo humano, torna-se um pouco complicado estudar a ação antioxidantes, visto que não existe um método universal e único para avaliar a capacidade antioxidante, e por vezes tais estudos terminam como inconclusivos e incompreensíveis. As vantagens e desvantagens dos vários métodos dos efeitos antioxidantes são discutidos em termos de simplicidade, mecanismos, relevância biológica, quantidade de métodos, instrumentação requerida, dentre outros.


Os organismo aeróbios conseguiram ao longo da evolução desenvolver uma eficiente rede de defesa contra o estresse oxidativo. Seja por meio de enzimas, ou outras pequenas moléculas que funcionam como antioxidante. Do ponto de vista funcional, os antioxidantes podem ser classificados como antioxidantes preventivos, antioxidantes removedores, e antioxidantes reparadores, tais nomes são auto sugestivos. Além disso, recentemente têm surgido evidências que mostram que alguns antioxidantes também atuam como sinalizadores de mensagens celulares na regulação do nível de componentes antioxidantes e enzimas.

Em síntese, a capacidade de regular níveis de antioxidantes, bem como a ação destes, é determinada por toda uma rede de sinais que interage interligando diversos compostos que são necessários para estimulação ou inibição de vários antioxidantes e enzimas de uma determinada via, o que dificulta ainda mais a observação da forma de atuação dos antioxidantes in vitro serem comparadas com a forma que atuam in vivo, como por exemplo no caso de uma interação mais eficiente na ação antioxidante sinergista entre vitaminas E e C.

Com tudo isso que foi explicado, é possível observar que o efeito antioxidante observado in vitro permanece de certa forma obscuro, devido a dificuldade de achar um método universal e mais simples. Em organismos vivos então, isso é ainda mais difícil de se mostrar, assim como o efeito deles na prevenção e tratamento de doenças. O que conclui-se com tudo isso é que mais estudos devem ser feitos para podermos elucidar todas essas questões para relacionar fármacos a diversas doenças.


Então até a próxima. E prometo que da próxima vez será sobre a Vitamina C e o personagem surpresa :D.

quinta-feira, 2 de junho de 2011

Curiosidade Radical!


Olá, queridos leitores! :)

Como já havia sido dito no Twitter, hoje esse post tem o propósito de dizer a vocês a resposta da seguinte questão: leite achocolatado pode ajudar no combate aos radicais livres?
Uma coisa é quase certa, caso a resposta seja sim: é notícia boa para os amantes de chocolate!

Para acabar com o suspense, lá vai a explicação disso tudo! Preparem-se!

Bem, um novo estudo publicado em novembro de 2009 no The American Journal of Clinical Nutrition por cientistas da Universidade de Barcelona sugere que o consumo regulado de leite desnatado com cacau pode reduzir casos de inflamação e até mesmo de doenças cardiovasculares! Isso tudo por que o cacau possui em sua composição uma grande quantidade de flavonóide.

Mas o que é flavonóide?

É uma molécula relacionada com muitas ações biológicas, entretanto uma das suas funções principais é ação antioxidante. Portanto, algumas das doenças relacionadas aos radicais livres, como arteriosclerose, e ação inflamatória, que também possui relação com radicais, podem ser minimizadas com o consumo dessas substâncias.
Entretanto, isso tudo faz parte apenas de um estudo! Há ainda muita coisa a ser descoberta sobre flavonóides e o aumento do seu nível no organismo pode ser muito prejudicial!

Além disso, pesquisadores alemães publicaram na Journal of the American College of Cardiology que os flavonóides podem induzir a produção de óxido nítrico, um tipo de radical livre, o qual também ajuda na vasodilatação, ou seja, pode ajudar mais ainda em algumas doenças cardiovasculares.

Portanto, o achocolatado pode ajudar na diminuição dos efeitos de doenças que estão relacionadas aos radicais! Mas nós, amantes de chocolate, ainda precisamos de mais estudos sobre flavonóides para poder afirmar isso, infelizmente!

Então, pessoal, é isso! :)

Até mais! :)

Bibliografia

http://papodegordo.mtv.uol.com.br/2009/11/25/leite-chocolate-previne-doencas/

http://www.ajcn.org/content/90/5/1144.abstract

http://renatapinheiro.com/tag/flavonoide/

Tipos de antioxidantes e reação com radicais livres

Olá caros leitores,
na postagem de hoje abordaremos de fato a química da reação entre um antioxidante qualquer, e um radical livre, além de citar quais são os tipos segundo a classificação de Bailey.


Os antioxidantes atuam em diferentes níveis no que se refere a defesa do organismo, podendo inibir a formação de radicais livres, são também capazes de interceptar os radicais livres gerados pelo metabolismo celular ou de fontes exógenas e reparar danos eventualmente causados por radicais livres.

Em algumas situações pode ocorrer uma adaptação do organismo em resposta a geração desses radicais com o aumento da síntese de enzimas antioxidantes. O controle do nível das enzimas antioxidantes nas células é extremamente importante para a sobrevivência no ambiente aeróbico (Barnett & King, 1995).

Os antioxidantes podem ser classificados em primários, sinergistas, removedores de oxigênio, biológicos, agentes quelantes e antioxidantes mistos. Os antioxidantes primários são compostos fenólicos que promovem a remoção ou inativação dos radicais livres formados durante a iniciação ou propagação da reação, através da doação de átomos de hidrogênio a estas moléculas, interrompendo a reação em cadeia. Frankel apresentou o mecanismo de ação representado pela figura a seguir:



O átomo de hidrogênio ativo do antioxidante é abstraído pelos radicais livres R• e ROO• com maior facilidade que os hidrogênios alílicos das moléculas insaturadas. Assim formam-se espécies inativas para a reação em cadeia e um radical inerte (A•) procedente do antioxidante. Este radical, estabilizado por ressonância, não tem a capacidade de iniciar ou propagar as reações oxidativas.

Os sinergistas são substâncias com pouca ou nenhuma atividade antioxidante, que podem aumentar a atividade dos antioxidantes primários quando usados em combinação adequada com eles. Alguns antioxidantes primários quando usados em combinação podem atuar sinergisticamente.

Os removedores de oxigênio são compostos que atuam capturando o oxigênio presente no meio, através de reações químicas estáveis tornando-os, conseqüentemente, indisponíveis para atuarem como propagadores da autoxidação. Ácido ascórbico, seus isômeros e seus derivados são os melhores exemplos deste grupo. O ácido ascórbico pode atuar também como sinergista na regeneração de antioxidantes primários.

Os antioxidantes biológicos incluem várias enzimas, como glucose oxidase, superóxido dismurtase e catalases. Estas substâncias podem remover oxigênio ou compostos altamente reativos de um sistema alimentício.

Os agentes quelantes/seqüestrantes complexam íons metálicos, principalmente cobre e ferro, que catalisam a oxidação lipídica. Um par de elétrons não compartilhado na sua estrutura molecular promove a ação de complexação. Os mais comuns são ácido cítrico e seus sais, fosfatos e sais de ácido etileno diamino tetra acético (EDTA).

Os antioxidantes mistos incluem compostos de plantas e animais que têm sido amplamente estudados como antioxidantes em alimentos. Entre eles estão várias proteínas hidrolisadas, flavonóides e derivados de ácido cinâmico (ácido caféico).

Por enquanto, não nos delongaremos mais a respeito do tema.
Em breve postaremos sobre a vitamina C e a opinião e crença no poder antioxidante desta vitamina de um célebre químico.

Até breve

Bibliografia:




quarta-feira, 1 de junho de 2011

Doenças Relacionadas ao Metabolismo do Ferro (parte I)


Como visto na postagem introdutória ao assunto do ferro, este elemento é essencial para os seres humanos. Assim, sua deficiência acarreta em distúrbios metabólicos vitais, dentre os quais, o mais importante é a anemia, condição a qual atinge cerca de 30% da população mundial e esse percentual chega a 50% em crianças menos de dois anos de idade, segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS). A OMS define como carência de ferro o quadro em que as reservas corporais desse metal não são suficientes, limitando a produção de hemoglobina e, em casos mais graves, há associação com a anemia (WHO, 2001).

Os motivos que podem levar a deficiência desse metal são vários, dentre as quais podemos citar:

- Baixa disponibilidade no ambiente: ocorre quando não há uma alimentação adequada

- Absorção inibida: ingestão de metais que competem a maquinaria de absorção do ferro, como o chumbo, cobalto e estrôncio, dentre os quais o primeiro é o mais perigoso.

- Danos na mucosa entérica: inflamações, sangramentos e descamação do epitélio (esse último típico da doença celíaca) diminuem a área de absorção. A extração cirúrgica de partes do intestino também diminuem a absorção de ferro, mas em menor escala.

Além desses, hemorragias são uma grande fonte de perda de ferro, pois acarreta na perda de hemoglobina, assim, o ferro nela contido não poderá ser reaproveitado pelo fígado. Segundo o Comitê de Nutrição da Academia Americana de Pediatria, uma fonte comum de hemorragias gastrointestinais em neonatais é a alimentação com leite de vaca. Este possui várias proteínas que irritam o trato digestório ainda frágil da criança, produzindo pequenas hemorragias em diversos pontos. Além disso, o ferro nele contido não é tão bem absorvido como aquele originado do leite materno, o que, muitas vezes, também acarreta em casos de anemia.

Pessoas com anemia por deficiência de ferro apresentam:

- Fadiga, falta de fôlego, tontura, dor de cabeça, frio nas mãos e pés, palidez, e dor no peito

- Problemas cardíacos como: arritmia, sopro cardíaco, coração aumentado, ou até insuficiência cardíaca.

- Em bebês e crianças pequenas, os sinais de anemia incluem apetite ruim, desenvolvimento retardado, e problemas comportamentais.

Importante citar a participação da vitamina C na absorção do ferro em nosso intestino delgado, por isso, muitas vezes, a prescrição de alimentos que a contenham está associada ao tratamento medicamentoso. Este é realizado a partir de remédios ricos em ferro na sua fórmula.

Outra forma de precaução da anemia ferropriva é o enriquecimento de alimentos com esse metal, como é feito, no Brasil, com a farinha de trigo, achocolatados, cereais matinais, entre outros.

No entanto, como diz o velho ditado: Tudo em excesso faz mal. O ferro não é exceção e o acúmulo desse metal no corpo é danoso e pode ser fatal. Mas falaremos desse tópico na próxima postagem.

terça-feira, 31 de maio de 2011

Catarata e Radicais Livres

Para entendermos a relação entre radicais e catarata é necessário, antes, conhecer um pouco sobre esta doença. A catarata é uma lesão ocular que afeta o cristalino tornando-o opaco, desse modo, a visão fica comprometida já que ele é a lente responsável pela focalização em nossa visão e também pela condução dos raios luminosos até a retina (onde se situam os receptores fotossensíveis).

Dentre os sintomas, encontram-se a visão desfocada sem dor, troca freqüente de lentes corretivas, as cores parecem menos vivas, deficiência na visão noturna, sensibilidade a luz e sensação de iluminação falha. Dentre os fatores causadores da doença distinguem-se: a hereditariedade, doenças crônicas (diabetes), uso excessivo de remédios à base de esteróides. É aí que entram os radicais: quando não removidos corretamente do cristalino, eles danificam algumas células do olho gerando assim a catarata, apesar de ser mais frequentemente observada como resultado de outras doenças oculares e com a idade.

Por isso, como parte do tratamento alguns oftalmologistas indicam selênio, beta caroteno, o L-glutation bem como o ascorbato de zinco. Esses são alguns antioxidantes (cujo papel está sendo discutido no subtópico antioxidantes) que ajudam no combate a doença, a maioria encontrada naturalmente em alguns alimentos, como a castanha do Pará no caso do selênio. Mas, cuidado com a dosagem! Em excesso eles também são nocivos.

Além disso, as espécies reativas do metabolismo de oxigênio oxidam ácidos graxos insaturados presentes em alta concentrações nas membranas e nos lisossomos dos seguimentos externo dos fotorreceptores. Células pigmentadas periféricas do epitélio de mamíferos (EPR) fagocitam os subprodutos da peroxidação das membranas e os restos de cones e bastonetes e os degradam enzimaticamente. Assim, com o passar dos anos, há um acúmulo gradual destes subprodutos nas células do EPR sob a forma de lipofuscina que acontece, normalmente, não pela diminuição da capacidade enzimática e sim pelo aumento da oferta de moléculas degradadas, que excede a capacidade de digestão pelas células do EPR.

Quando a quantidade de lipofuscina acumulada nas células do EPR atinge um limite, ocorre extrusão do material, que se acumula dificultando as trocas de nutrientes e de metabólitos, prejudicando a função do EPR, que é de suportar metabolicamente os cones e os bastonetes que por sua vez têm a sua função diminuída, podendo evoluir para a morte celular. Pode ocorrer também uma maior produção de radicais já que a lipofuscina permite a passagem de radiações, como a solar. A retina, com o passar da idade, contém mais lipofuscina que a maioria dos outros tecidos do corpo, por isso transtornos de visão também são mais comuns com o passar dos anos.

Agora, vocês já sabem o papel dos radicais nessa doença. Só falta a realização do nosso papel para tentar evitar doenças como esta, ou seja, evitando o excesso destes com hábitos saudáveis.

Referências Bibliográficas:

http://www.bausch.com.br/br/vision/concerns/cataract/index.jsp

http://www.drauziovarella.com.br/Sintomas/327/catarata

http://www.scielo.br/scielo.php?pid=S0104-42301997000100014&script=sci_arttext

http://www.pixmac.com.br/picture/blueberries+neutralizar+os+danos+dos+radicais+livres+para+a+matriz+de+col%C3%A1geno+de+c%C3%A9lulas+e+tecidos+que+podem+levar+%C3%A0+catarata+glaucoma+varizes+hemorrhoi/000067978431

http://www.medicinacomplementar.com.br/temaFEV06.asp

http://www.plosone.org/article/info%3Adoi%2F10.1371%2Fjournal.pone.0018921