quarta-feira, 18 de maio de 2011

Excesso de antioxidantes pode ser nocivo à saúde












É normal ouvir de todos, especialmente das avós, a velha frase: “tudo em excesso faz mal”. Até mesmo aquilo que rotineiramente e convencionalmente conhecemos como sendo algo bom para o nosso organismo. Tal máxima está correta e se estende aos antioxidantes, que sempre ouvimos falar como sendo coisas boas que, dentre outras coisas, previnem doenças e retardam o envelhecimento.

Pois bem, recentemente, uma pesquisa divulgada pela Universidade de Kansas, nos Estados Unidos, e publicada pelo Journal of Applied Physiology, diz que o consumo de alimentos que contêm boas quantidades de antioxidantes pode ter efeitos nocivos a longo prazo.

O que aponta a pesquisa, feita com animais que receberam diferentes doses dessas substâncias, é que altas doses causam na verdade enfraquecimento muscular em pessoas mais velhas. Isso por que o consumo excessivo de uma substância altera o equilíbrio dos nutrientes no corpo. "Muitas pessoas não percebem que a quantidade de antioxidantes e pro-oxidantes é muito delicada. E pensam que terão algum tipo de resultado positivo, quando podem conquistar um problema mais sério", disse o pesquisador Steven Copp.

A pesquisa verificou que consumir antioxidantes em excesso diminui a quantidade de substâncias vasodilatadoras que ajudam a manter a saúde de artérias e veias. Isso faz com que os músculos não recebam a quantidade necessária de oxigênio, deixando-os rígidos e doloridos, principalmente durante a realização de exercícios.

O estudo sugere ter cautela na prescrição de uma alimentação carregada de antioxidantes e lembra que muitos itens fornecem quantidades superiores de nutrientes às recomendadas diariamente. Por exemplo, uma porção de batata-doce fornece quatro vezes a quantidade recomendada de vitamina A diária. O mesmo vale para o brócolis, cuja porção oferece mais que o dobro da quantidade de vitamina K recomendada para consumo adulto diariamente.

Então sabemos que o famoso menino da propaganda da sustagem kids ávido por brócolis deve se cuidar e ter parcimônia com sua fome insaciável, se quiser ser um adulto saudável no futuro!!! :D



domingo, 15 de maio de 2011

O ferro: História e importância


O ferro (do latim, ferrum) é utilizado há muito tempo, assim, sua “descoberta” como elemento químico não pode ser atribuída a ninguém. Estima-se que a utilização do ferro date de mais de 2000 anos AC, ainda que o provável primeiro processo para extração do ferro somente tenha surgido aproximadamente em 1500 AC, pelos Hititas. O início da utilização do ferro pelas civilizações é tão determinante que um período da pré-história leva o seu nome: a Idade do Ferro.

O ferro é o elemento que permitiu o desenvolvimento da sociedade. Atualmente, a maioria dos objetos ao nosso redor dependem, direta ou indiretamente, da aquisição desse elemento, mas muitos não entendem o seu valor, pois ele é muito comum (corresponde a 34,5% da massa da Terra). Além de ser essencial para a sociedade, o ferro é também indispensável para a vida humana (e de muitos outros animais).

No corpo humano, o ferro é essencial em diversas reações, como, por exemplo, na defesa imunológica natural (macrófagos, neutrófilos, etc.) e no transporte de oxigênio. Em nosso organismo, encontramos o ferro, normalmente, formando um grupamento denominado grupo heme:

Esse grupo esta presente, principalmente, em:

  • HEMOGLOBINA: pigmento do glóbulos vermelhos presentes no sangue. É a proteína responsável pelo transporte de O2.
  • MIOGLOBINA: transporta e armazena O2 dentro das células musculares.
  • CITOCROMOS: proteínas transportadoras de elétrons, as quais participam da cadeia respiratória no processo de respiração celular.
  • ENZIMAS: principalmente nas catalases e peroxidases, responsáveis pela degradação de radicais livres.

Dada a importância do ferro, o sistema excretor adaptou-se a não excretá-lo, portanto, as perdas ocorrem, principalmente, através de hemorragias. Pelo mesmo motivo o consumo diário desse elemento não é elevado e varia de acordo com a idade e com o sexo (mulheres necessitam de mais devido a sua perda mensal de sangue), a saber:

-Crianças: 6 a 12 mg/dia -Mulheres: 15 mg/dia

-Homens: 10 mg/dia -Gestantes: 30 mg/dia

Principais fontes de ferro na alimentação:

Animal: carne vermelha, principalmente fígado e outras vísceras (miúdos), carnes de aves e de peixes e mariscos crus.

Vegetal: folhosos na cor verde ( ex: cheiro-verde, couve), leguminosas (feijão, soja, ervilha), grãos integrais ou enriquecidos, nozes e castanha, melado de cana, rapadura e açúcar mascavo.




Referências bibliográficas:

GUYTON, Arthur C. HALL, John E. Tratado de Fisiologia Médica. Rio de Janeiro: Elsevier, 2006. 11ª ed.

http://www.if.ufrj.br/teaching/astron/earth.html

http://www.e-escola.pt/topico.asp?id=466&ordem=3

http://nautilus.fis.uc.pt/st2.5/scenes-p/elem/e02610.html.

http://boasaude.uol.com.br/lib/ShowDoc.cfm?LibDocID=3608&ReturnCatID=1775

sábado, 14 de maio de 2011

Introdução às Patologias

Olá, leitores! :)
Somos Jéssica Vasconcellos e Larissa Braz e viemos, primeiramente, nos apresentar a vocês.
Ao longo das postagens do blog, iremos descrever as patologias relacionadas aos radicais livres. Cada uma de nós irá postar sobre uma doença específica e detalhar como se desenvolve a participação dessas moléculas instáveis no processo fisiopatogênico.
Esperamos que vocês gostem e se interessem cada vez mais por esse assunto tão importante para a manutenção da vida!

O Paradoxo dos Radicais Livres
Bem, como já foi publicado nas outras postagens, os radicais livres são moléculas de extrema relevância na maioria de nossas vias metabólicas. Entretanto, cabe aqui ressaltar, que eles não possuem somente funções maléficas em nosso organismo. Esse conceito foi se ampliando a partir do postulado de Denhan Harman, na década de 50, o qual afirmava serem os radicais livres os principais responsáveis pelo surgimento de moléstias degenerativas, entretanto é muito importante salientar que os radicais possuem diversas outras funções na homeostase corporal, desde ações antiinflamatórias até o controle da pressão arterial, por exemplo.
Não iremos nos estender nesse assunto, pois ele será melhor abordado posteriormente. Somente queríamos deixar claro que, apesar de estarmos começando um tópico sobre doenças, os radicais livres possuem outras várias utilidades benéficas no nosso organismo. Acreditem! :)

Doenças Relacionadas Aos Radicais
Diversas patologias possuem essas moléculas extremamente reativas em alguma fase de seu desenvolvimento. As doenças neurodegenerativas como Doença de Alzheimer, Doença de Parkinson, Doença de Huntigton e até mesmo derrame cerebral possuem os radicais como moléculas de extrema importância para o seu processo patológico. Além de todas essas, as doenças cardiovasculares, aterosclerose, diabetes e cataratas também estão diretamente relacionadas com radicais.
O câncer, uma doença de caráter tão relevante para a nossa atual sociedade, também possui um estreita ligação com tais moléculas.


Portanto, a partir de agora, vocês conhecerão um pouco mais sobre todas essas patologias citadas e como os radicais atuam para o seu desenvolvimento! :)
Mas não se esqueçam: não é pelo fato de que os radicais possam causar doenças que devemos eliminá-los totalmente do nosso organismo! Deve-se buscar um equilíbrio bioquímico para se atingir o sucesso terapêutico!

Até o próximo post! :)


quarta-feira, 11 de maio de 2011

Breve vídeo explicativo da ação dos antioxidantes

Antioxidantes, o que são???



Como o nome diz, os antioxidantes são substâncias capazes de agir contra os danos normais causados pelos efeitos do processo fisiológico de oxidação no tecido animal. Nutrientes (vitaminas e minerais) e enzimas são antioxidantes. Acredita-se que os antioxidantes ajudam na prevenção do desenvolvimento de doenças crônicas como o câncer, as doenças cardíacas, derrame, Mal de Alzheimer, catarata e artrite reumatóide.

O estresse oxidativo ocorre quando a produção de moléculas prejudiciais, chamadas de radicais livres, está além da capacidade protetora das defesas antioxidantes. Exemplos de radicais livres são o ânion superóxido, o radical hidroxila, os metais de transição como o ferro e o cobre, o ácido nítrico e o ozônio. Os radicais livres contém oxigênio conhecido como espécies reativas de oxigênio (ROS), que são os radicais livres biologicamente mais importantes. Os ROS incluem os radicais superóxidos e o radical hidroxila mais os derivados do oxigênio que não contém elétrons ímpares, como o peróxido de hidrogênio e o oxigênio "singlete".

Como têm um ou mais elétrons ímpares, os radicais livres são altamente instáveis. Eles vasculham o seu corpo para se apropriar ou doar elétrons e, por esta razão, prejudicam as células, proteínas e DNA (material genético). O mesmo processo oxidativo também causa o ranço no óleo, a cor marrom em maçãs descascadas e a ferrugem no ferro.

É impossível evitarmos todos os danos causados pelos radicais livres. Eles são resultado de diversos processos orgânicos e são precipitados por vários fatores exógenos e endógenos do nosso corpo. Os oxidantes que se desenvolvem dos processos internos do nosso corpo são formados pelo resultado natural da respiração aeróbica, metabolismo e inflamação. Os radicais livres exógenos são formados através de fatores ambientais como poluição, luz solar, exercício físico, raios-X, nicotina e álcool. O nosso sistema antioxidante não é perfeito, então, com a idade, as células são danificadas pelo acúmulo de oxidação.


Referências bibliográficas:

http://www.anutricionista.com

http://www.nutraceutica.com.br/saudenamaturidade/Bemestar_antioxidante.htm

http://saude.hsw.uol.com.br/antioxidantes1.htm

domingo, 8 de maio de 2011

O que são radicais livres?

Radicais livres são espécies químicas extremamente instáveis e muito reativas, que apresentam um ou mais elétrons não pareados em sua camada mais externa, e tendem a associarem-se rapidamente a moléculas de carga positivas reduzindo-as. Um exemplo é o superóxido, formado pla adição de um elétron a uma molécula de oxigênio. Nessa reações é possível haver o rompimento de moléculas importantes, no corpo. Esse rompimento, muitas vezes, é capaz de originar novas moléculas de radicais livres, resultando assim em uma reação em cadeia, que tenderá a aumentar a concentração desses elementos tóxicos.

No organismo humano, esses radicais livres têm origem nas células, quando há redução parcial do oxigênio envolvido na produção energética, através da metabolização dos nutrientes absorvidos na alimentação. Entretanto, os radicais livres não têm origem restrita ao metabolismo celular, fatores exógenos também contribuem para a formação desses elementos. Exemplos desses fatores são:

- Poluição ambiental;

- Raios-x e radiação ultravioleta;

- Tabagismo;

- Álcool;

- Resíduos de pesticidas;

- Substâncias presentes em alimentos e bebidas (aditivos químicos, hormônios.)

- Estresse;

- Consumo excessivo de gorduras saturadas.

No organismo, os radicais livres podem danificar células normais, e assim alguns quadros patológicos surgem, como: envelhecimento acelerado, artrite reumatóide, arteriosclerose, enfraquecimento do sistema imunológico, câncer, doença de Alzheimer, enfisema, diabetes mellitus, degeneração muscular, catarata entre outros danos a saúde. Porém quando em baixas concentrações, não são prejudiciais.

Como forma de manter essas moléculas em níveis seguros, as células produzem enzimas que convertem esses elementos em outros menos danosos, como a água. Há ainda enzima protetoras, que atuam reparando os danos causados pela ação dos radicais livres, e assim amenizando os efeitos negativos destes. Substâncias antioxidantes, como vitaminas E e C e o beta-caroteno são capazes de inativarem radicais livres derivados do oxigênio. Com base nisso, se faz necessária uma dieta balanceada, composta por ingredientes ricos em elementos antioxidantes, entre outros nutrientes, que pode ser elaborada e acompanhada por profissionais da saúde visando melhores resultados, que proporcionará uma melhor qualidade de vida.

sábado, 30 de abril de 2011

Quem somos

Sejam bem-vindos ao biobio-radicaislivres!! Parte de um projeto da disciplina Bioquímica e Biofísica da Universidade de Brasília, este blog tem por finalidade desvendar o complexo mundo dos Radicais Livres, Antioxidantes e Metabolismo do Ferro. Nós: Ian Campelo, Guilherme Meiçó, Jéssica Vasconcellos, Larissa Braz e Pedro Henrique L. Carneiro, alunos do primeiro semestre de graduação em Medicina, somos os incumbidos desta tarefa supervisionada e orientada pela monitora Petra Araújo.
A grande preocupação do grupo é em simplificar, porém detalhadamente, o assunto por meio de uma linguagem objetiva, animações, imagens, esclarecimentos de profissionais da área, vídeos, pesquisas, novidades e dicas de saúde relacionadas. Apresentaremos o conceito, exemplos, classificações, atuação no corpo humano, patologias e reações envolvendo os tópicos supracitados.
Concomitantemente, publicaremos mitos e verdades repassados erroneamente por senso comum e até mesmo pela mídia. Além disso, instruiremos os próprios profissionais de saúde em como os pacientes enxergam os problemas relacionados a tal assunto, os tratamentos (corretos ou não) utilizados por eles a fim também da construção do conhecimento.
Una-se a nós! Seja você também um fera radical!